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sábado, 31 de julho de 2010

Primavera

Pára a chuva
A terra acorda
E arruma a casa.

Acende rosas,
Abre dálias
E pinta hibiscos.

Atráss do morro
O céu desponta,
É madrugada.

Sérgio Capparelli

O pessegueiro

Meus galhos
Sobem até o vidro da tua janela
E pedem para entrar.

E ali ficam:
O vento empurra as estações
E pinta de branco meus cabelos.

De vez em quando,
Vejo caírem lentamente
As flores do pessegueiro.

Sérgio Capparelli

Cuidando da natureza

Vamos cuidar
Da mãe Natureza
Preservando a vida
Do nosso Planeta.

Não desperdicem água
Para não faltar
Separe todo lixo
Para reciclar.

Não destruam as matas
Árvores e flores
Que enfeitam o mundo
Com as suas cores.

Não poluam o ar
Isso não é legal
Na certa vai causar
O aquecimento global.

Vamos trabalhar
Nessa tarefa urgente
Para preservar
O nosso meio ambiente.






Leila Maria Grillo

Baile no sereno

Cantador canta tristeza,
canta alegria também.
É de sua natureza
cantar o mal e o bem.
Pois ele tem dentro dele
o canto que o canto tem...

Por isso, se o mar secar,
se cobra comprar sapato,
se cachorro virar gato,
se o mudo puder falar,
Se a chuva chover pra cima,
se barata for grã-fina,
Quando o embaixador for em cima,
Cantador vai se calar.

Ruth Rocha

Patrulha Ecológica

Ei, Coronel,
Cabeça de papel!
Deixa de moleza
E cuida da natureza!
Quem derrubou a mata?
Quem os peixes mata?
Quem polui o mar?
E envenena o ar?
Um, dois, três, quatro!
Salva peixe,
salva bicho,
Salva gente,
Salva mato!
Cinco, seis, sete e oito!
Depois da vigília
Café com biscoito.

Maria Dinorah

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Menino que mora num planeta azul feito a cauda de
um cometa quer se corresponder com alguém de outra
galáxia.
Neste planeta onde o menino mora as coisas não vão
bem assim: o azul está ficando desbotado e os
homens brincam de guerra.
É só apertar um botão que o planeta Terra vai pelos
ares...
Então o menino procura com urgência alguém de
outra galáxia para trocarem selos, figurinhas e
esperanças.

Habitante de outra galáxia aceita corresponder-se com
o menino do planeta azul.
O mundo deste habitante é todo feito de vento e
cheira a jasmim.
Não há fome nem há guerra, e nas tardes perfumadas
as pessoas passeiam de mãos dadas e costumam rir à
toa.
Nesta galáxia ninguém faz morte, ela acontece
naturalmente, como o sono depois da festa.
Os habitantes não mentem, e por isso os seus olhos
brilham como riachos.
O habitante da outra galáxia aceita trocar selos e
figurinhas e pede ao menino que encha os bolsos de
esperanças, e só os bolsos, mas também as mãos,
e os cabelos, a voz, o coração, que a doença
do planeta azul ainda tem solução.

Roseana Murray.